Publicado por: Lucylle France | abril 18, 2008

Perolas da Sorbonne I

Cena 1

Aula de Letras Modernas e Ciencias Humanas. A professora nos fornece um texto de um relato de viagem de um padre protestante frances que chega ao Brasil, na época da Colonizaçao.

O tal padre conta que uma tribo brasileira tem o habito de comer gente.

Ela vira-se, triunfante para o grupo de brasileiros na classe (afinal, esta ai provado que brasileiro é selvagem ) e dispara:

– Est-ce qu’est vrai ça? Les indigenes brésiliens mangent les humaines? (é verdade? Os indios brasileiros comem os seres humanos?)

Eu tenho uma veia sarcastica. Eu nao aguento quando alguém que possui diploma da Sorbonne e é professor neste estabelecimento vomita uma pergunta tao estupida. MInha boca é mais rapida que meu bom senso:

– Sim professora. Principalmente se o sobrenome deles tem nome de comida, como Sardinha (fazendo mençao ao jesuita portugues de sobrenome Sardinha que foi comido pelos indios). Provavelmente o sobrenome do cidadao que virou jantar dos indios deveria ser Foie Gras ou Croissant.

A classe caiu na risada. Ela também. Provavelmente para nao ficar chato para ela, ne???

Resposta que seria dada pelo meu marido:

– Ah, é verdade sim… inclusive este fim de semana a gente vai fazer um churrasquinho la em casa. Pode passar por la…


Responses

  1. Eu não teria a menor paciência para estudar na Europa. Trabalho há 11 anos com meu chefe que é espanhol e ele acompanhou toda minha graduação em Direito, mais as 2 pós graduações que fiz. Ele fica de boca aberta, quando falo bem dos professores, digo que numa sexta-feira está marcado uma chopada com o pessoal da pós (incluíndo os mestres) e que sou amiga de uma professora, que inclusive já namorei o irmão dela…. Ele me conta horrores da peregrinação que passou para se formar em Barcelona… Não havia lugares para sentar, o mobiliário era velho, caindo aos pedaços, que os professores eram egocêntricos, que não davam aula, que não respondiam as perguntas feitas pelos alunos, chegavam falavam meia dúzia de palavras, indicavam um livro para leitura, abriam o jornal, acendiam um cigarro, (com as janelas e portas fechadas) e esperavam o tempo de aula acabar. Obs.: ninguém podia interromper a leitura do dito cujo… Bom eu sei que meu pobre chefe saiu dos bancos da escola/faculdade traumatizado. Nem quis participar da solenidade de entrega de diplomas… Assinou o livro, pegou a documentação e nunca mais estudou por lá. Hoje, depois de 12 anos morando no Brasil, e já naturalizado, tem o diploma dele convalidado numa universidade federal daqui… e está muito feliz. Já fez até MBA no Rio e se diz carioca…

  2. Ai que saudade dos seus posts… devorei todos rapidinhos….

    beijos

    Claudia

  3. olá lucy, estava vendo informações na internet sobre sorbonne, porque penso um dia em fazer meu mestrado ai, apesar dos grotescos erros que , em geral todos os etrangeiros têm em referência ao nosso país, ainda sim Paris para mim é a cidade onde todos os sonhos se realizam. como é viver em Paris, que é berço da moda e de grandes manifestações culturais e populacionais. e todo o glamour?!kkk. daria p/ tocar peelo Brasil?!
    O que tu fazes em sorbonne?!
    bjus

  4. Ahhh adorei o sardinha , o azarado padre que estava fugindo não é?! e o barco naufragoou e foi comido.
    Por favor, você poderia tirar muinhas dúvidas?
    thanks honey


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